Na época, os empresários alegavam que as férias iriam quebrar o País, afirmando que a medida traria prejuízos à economia.
O direito às férias no Brasil nasceu a partir das lutas dos trabalhadores no início do século XX. Com a industrialização, as jornadas eram longas, exaustivas e sem qualquer garantia de descanso, o que gerou greves e mobilizações por melhores condições de trabalho.
Em 1925, o Brasil instituiu, pela primeira vez, o direito às férias por meio de decreto, garantindo 15 dias de descanso após um ano de trabalho, ainda restrito a algumas categorias urbanas.
Durante a Era Vargas, os direitos trabalhistas avançaram. A Constituição de 1934 passou a reconhecer as férias como direito social, e, em 1943, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) garantiu 30 dias de férias remuneradas aos trabalhadores com carteira assinada.
O direito foi definitivamente consolidado com a Constituição de 1988, que assegurou as férias anuais remuneradas com acréscimo de um terço do salário, reforçando a importância do descanso para a saúde, a dignidade e a qualidade de vida do trabalhador.
Imagem produzida com suporte de IA (OpenAI)